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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Análise - Ferrari F430 Xlot

O primeiro artigo depois do encerramento do portal Slot Portugal:

http://board.slotportugal.com/index.php?showtopic=1857

''Desde o encerramento do portal SlotPortugal que não escrevíamos artigos e review para o mundo slot, mas a curiosidade e o gosto pela partilha falou mais alto, e resolvemos esmiuçar o Xlot 1:28 da Ninco.


Como o nosso objectivo era mesmo conhecer todos os pormenores do modelo, resolvemos comprar este Ferrari em Kit. O kit acompanha um manual, mas foi preciso alguma experiência neste tipo de carros para que a montagem fosse realizada rapidamente. Agora com este artigo, até os menos experientes conseguem monta-lo sem problemas.

Começamos pelas medidas extraídas do sitio da Ninco, embora tenha algumas dúvidas na escala, pois os modelos da Kyosho e Revell na escala 1:28 são maiores, mas isso não tem importância para já. Com 159mm de comprimento, 45,3mm de altura, 64,8mm de largura com eixos de 61mm. Pesa 152 gr. Sendo 47,1 dedicados a carroçaria, a qual é mesmo muito leve.


O motor é Xl 1 com 25,7 r.p.m aos 14,8 volts e 250ma de consumo e um par de 290g. O motor tem um efeito imã brutal, demasiado para este tipo de carro. A transmissão de série é um conjunto em plástico de pinhão com 7 dentes, cremalheira de 30 e ainda mais uma variável a considerar, a correia de transmissão, esta com 42 dentes.

Ainda na montagem, tivemos alguma dificuldade com a cremalheira, pois como é de plástico e sem parafusos, teve mesmo que entrar a força, algo pouco convencional para um modelo de metal. Após a montagem do modelo fomos para a pista Estoril Challenger V2010 para atestar se os rumores eram verdadeiros ou não.


Para que existisse um objectivo de tempo, resolvemos dar umas voltas como nosso carro "Zero", um Plafit 1:28 com motor FOX a 14,8 volts, e registamos rapidamente 6,672' em poucas voltas. ATENÇÃO: Isso não é uma comparação de qualidade, apenas uma referencia de tempo, já que todas as outras referências são de modelos 1:32 de plástico. Logo que colocamos o Ferrari na pista, e antes mesmo de concluirmos a primeira volta, voltamos com o modelo para o box, pois o carro estava totalmente travado, como se estivéssemos a conduzir com o travão de mão accionado.


Mas isso foi simples de resolver, pois a correia de transmissão estava muito apertada e sem folga suficiente para que a transmissão rodasse com mais liberdade. O ajuste da correia de transmissão é feita através do suporte de fixação do motor, que tem dois parafusos que podemos deslocar o motor para frente ou para trás, conforme seja necessário.

Ultrapassada esta primeira afinação voltamos a pista. Começamos por andar com cuidado para conhecer melhor o modelo. Entretanto, percebemos que a 14,8 volts é uma tensão baixa para o potencial do carro, pois como disse antes, a atracção magnética deste motor é brutal, o que aumento o efeito travão, mas prejudica na velocidade final. Aumentamos a tensão da pista para 16,8 volts e começamos a ter um comportamento de um carro a sério.


Iniciamos com registos de tempo bastante elevados, 7,812' nas melhores voltas, o que é um tempo muito alto para este traçado. Aqui começa a nossa aventura. Como estamos numa pista com o piso liso precisamos baixar a altura do carro, lembrando que os modelos Ninco são fabricados a pensar nas pistas Ninco.


No eixo traseiro, utilizamos os dois parafusos traseiros para este fim. Apesar disso, com os pneus originais no eixo dianteiro o carro fica acima da altura mínima regular. Conseguimos baixar muito pouco o eixo dianteiro. No eixo dianteiro existe um conjunto de 3 parafusos que devem trabalhar de forma conjunto. O parafuso que regula a altura do patilhão, o da altura do eixo e da basculação, todos influenciam na altura do eixo dianteiro. Mesmo assim, com as jantes originais não conseguiríamos baixar ainda mais o carro.


O tempo baixo pouco, caiu para os 7,713', pois os pneus não possuem uma aderência adequada na pista Carrera, além dos pneus não estarem colados as jantes. Isso deixa o carro sem aderência suficiente para as acelerações e perde-se imenso na entrada das curvas. Poderíamos ter parado por aqui, mas no "braço" sentíamos que poderíamos ir mas além, e então resolvemos ir além Ninco.

Como não estávamos satisfeito com esta situação, pois um carro com esta capacidade não poderia ficar pelos 7' altos, resolvemos montar as jantes de espuma Sigma que estavam montadas no carro Zero, e com isso reduzimos a altura do modelo para perto do ideal. Aqui cabe uma observação. Só é possível fazer ajustes porque o chassi tem esta capacidade, tanto no eixo dianteiro como traseiro. Com a redução da altura, alteramos a basculação do eixo dianteiro, a única possível, e ganhamos imenso em todos os sentidos.


A partir daqui o carro passou a ter um comportamento de carro a sério e chegamos rapidamente aos 7,298'. Com o aumento de velocidade e capacidade de curvar, começamos a encontrar problemas na frente do carro, pois a tendência em sair de frente ficou mais evidenciada. Analisamos com cuidado e começamos por mudar as patilhas, pois a de origem são finas e rígidas.


Já aqui ganhamos mais contacto com a pista e conseguimos subir um pouco o patilhão e com isso baixar a frente do carro. Melhorou, mas não o suficiente para baixarmos dos 7', conseguimos marcar 7,092, mas ainda não era suficiente.

Como os recursos de afinação não permitiam ir além, tínhamos apenas a possibilidade de reduzir o diâmetro dos pneus, mas neste caso estaríamos a "inventar". Usamos nossa experiente e fixamos 3 gramas no braço do patilhão e conseguimos subir mais o patilhão e baixar ainda mais a frente do modelo. Agora sim, conseguimos chegar aos 6.923' e dar voltas constantes entre os 7,1' e 7,2' com bastante segurança. Para encerrar voltamos aos 14,8 volts, mas o carro fica mesmo lento e o tempo máximo que conseguimos foi 7,765'


Após quase 800 voltas e muito trabalho, concluímos que o modelo tem capacidade de atingir maiores patamares, mas precisaria de uma ajuda da Ninco, pois existem alguns aspectos a desenvolver, que não favorecem este modelo em competições 1:28 diante de outros modelos com mais maturidade na escala 1:28.

Gostamos: Inovações, peso, carroçaria, acabamento, possibilidades de afinação
A Desenvolver: Variação na posição do motor (Angular/Inline), transmissão, patilhão e basculação horizontal do chassi.
Não gostamos: Preço muito elevado e motor

A Ninco já incluiu em seu catalogo material de reposição, mas ainda muito limitada, embora já tenha a cremalheira e pinhão de alumínio, e ainda as chumaceiras de rolamento.''

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